Política & Ambiente: retomada de atividades!

Quase um “há muito tempo…” pode ser dito sobre a ausência de posts aqui no Política & Ambiente. A verdade é que muito ocorreu da data do último post (22 de Maio de 2012) para hoje, 30 de Julho de 2013. Por exemplo, defendi meu doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos em 25 de Março de 2013, estou atuando como professor e pesquisador no Núcleo de Pós Graduação em Ciências Sociais da Faculdade Integrada Tiradentes em Maceió e estou tocando dois projetos de pesquisa sobre política ambiental, além de ser professor das disciplinas de Epistemologia e Metodologia das Ciências Sociais (no Mestrado), Metodologia Científica e Legislação Ambiental (na graduação em Engenharia Ambiental), além de inúmeras orientações (quatro em iniciação científica) e co-orientações de mestrado e doutorado (em outras universidades).

Particularmente, acho muita coisa, mas é algo bom.

E para 2013, eu e minha co-orientanda Anelise Gomes da Silva, do programa de pós graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da USP – São Carlos, tivemos selecionados um trabalho (apresentado no VIII Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica) para ser incluído no Boletim da EcoEco (Nº 29-31, Janeiro a dezembro 2012). E o interessante foi o processo de seleção desse artigo. Leiam a nota:

“Dossiê IX Ecoeco
Este dossiê resume artigos de apresentações orais destacadas do
IX Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, realizado no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, em 4 a 8 de outubro de 2011. Cobrem os mais diversos temas relevantes às políticas públicas ambientais internacionais, nacionais e locais.”
De 500 artigos (entre apresentações orais e posters), 200 foram selecionadas e destas 200, apenas 14 foram selecionadas para publicação, ou seja, passaram um pente fino nos trabalhos e o nosso estava entre os melhores! Isso deixou tanto Anelise quanto eu muito empolgados. Para ler o artigo, intitulado “Estabilidade democrática, crescimento econômico e desempenho ambiental na Argentina, Brasil, e Peru: uma análise preliminar”, clique aqui.
O artigo em si, para uma breve observação, pode ser lido no resumo abaixo:

A política ambiental reflete um grande dilema nas democracias de países em desenvolvimento: dada a estabilidade política, pré-condição para se alavancar investimentos estrangeiros diretos, como crescer economicamente sem degradação ambiental? O meio ambiente é incorporado politicamente de forma transversal a outras políticas, especialmente as infra-estruturais, alvos diretos de muitos investimentos estrangeiros em países em desenvolvimento como Argentina, Brasil e Peru. Este exercício analítico mapeou a estabilidade política (ausência de crises institucionais) observando, comparativamente, a vigorante capacidade contínua de atração de investimento estrangeiro direto por parte de Argentina, Brasil e Peru, resultando na pergunta: estabilidade política somada a alto grau de investimento estrangeiro direto resulta num aumento substancial de degradação ambiental para estes países? Os resultados apontam, para os três países, uma conexão direta entre maior estabilidade política e atração de investimentos estrangeiros diretos em suas economias, perfazendo um alto impacto ambiental em comum aos três países.

Imagem

O jogo democrático para o meio ambiente não é necessariamente bom ou mal. Seja pelo viés da escolha do Estado ou do Mercado, seja pela centralização ou o livre mercado, “tais alternativas dependerão do tipo de problema, dos recursos políticos, informacionais e administrativos, da ideologia e do contexto político” (Phillippe LE PRESTRE em Ecopolítica Internacional, 2000, p. 67). O Estado não se configura como ator marginal a um problema de “falha de mercado” como são configuradas as externalidades ambientais, mas sim como ator fundamental na promoção (ou ausência) de políticas que incentivem aos atores sócio-econômicos atividades econômicas mais sustentáveis e menos onerosas aos ecossistemas. Por trás dessa indagação encontra-se a própria fonte das maiores controvérsias em torno do equilíbrio político entre Estado, Mercado e Meio Ambiente: a transversalização da matéria ambiental.

É um tema que, particularmente, tem me interessado bastante. Espero publicar mais alguns artigos até este ano e para o ano que vem!

Bom, como post de retorno, fico por aqui! Vida longa e próspera (diria o Trekker) ao Política & Ambiente.

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